Quase vinte anos trabalhando com tecnologia ensinam muita coisa. Ensinam a construir produtos, a entender mercados, a iterar rápido e a ouvir usuários.
Mas foi minha filha mais nova que eu entendi o que é realmente se conectar com um usuário.
Eu estava em casa, em home office, múltiplos projetos abertos, estudando inteligência artificial através de um novo aplicativo. Ela me via trabalhar todos os dias. Jogos, produtos financeiros, experimentos de tecnologia. E num dia qualquer, no meio de tudo isso, ela virou e perguntou:
“Por que você nunca fez um aplicativo pra mim?”
Ela ficou me olhando. E eu pensei: é mesmo. Por que nunca fiz?
Fechei o computador e falei: “Vamos fazer.”
O que aconteceu depois foi melhor do que qualquer projeto que eu já tinha feito. Ela não era só a inspiração — era a pesquisadora, a testadora, a crítica mais honesta que eu já tive. Dava ideias, reclamava do que não funcionava, comemorava o que funcionava. A gente foi construindo junto, e no processo eu percebi que estava ensinando ela sobre o meu trabalho enquanto ela me ensinava sobre o dela: brincar, aprender, criar.
Um app virou dois. Eu não queria parar esta brincadeira.
A Pinti nasceu assim — de um pai que parou tudo para ouvir a usuária mais importante da sua vida. Minha filha adorou, ficou com um orgulho enorme do que a gente fez juntos. Espero que os seus filhos gostem tanto quanto ela.